
O quadro O Grito, de Edward Munch, (detalhe ai em cima) retrata o desespero que o artista vivia em certo momento de sua vida. Desespero é talvez um acúmulo e mistura de vários sentimentos, como angústia e principalmente medo, existem vários outros e alguns filósofos têm outras teorias para o sentimento, no meu caso esses dois se encaixam perfeitamente. O medo eu enfrento quando sinto a emoção da adrenalina, geralmente causada quando faço rapel, arvorismo, canoagem, caving e tantos outros esportes radicais. Mas pisar naquelas grades de galerias de metrô é um medo que nunca havia enfrentado, porque ao invés da adrenalina, vem a angústia. O tal desespero só experimentei mesmo na famosa Ópera de Arame em Curitiba. Aquele dia senti que Munch poderia perfeitamente ter se inspirado em mim para pintar o quadro. Qualquer um que pudesse ver minha alma enxergaria o quadro. Na minha visita à Ópera carreguei comigo um dos mais famosos quadros expressionistas de todos os tempos.
Abaixo a representação do meu desespero. Nessa foto coloquei o título: “O Grito”.











Caramba! Estou me achando insensível demais! Eu ainda consigo achar graça nisso tudo… Rs!
Mas é isso aí, acho que você descreveu bem o que eu senti no dia que fizemos arvorismo, o desespero de ter errado o toco e a angústia de de repente, achar que o cabo de aço pudesse estourar… Mesmo com as palavras animadoras dos guias, assegurando que eu estava segura!
Quer saber, eu te acho corajosa sim! Enfrentou o medo, Flá! Pisou nas gradinhas… Hehe!
=)
Eu ainda prefiro andar na Ópera (ainda que desconfortável) do que fazer arvorismo e todas aquelas coisas que você citou! :O
Um belo grito!
Vi que você é fotógrafa!
Também estou por lá:
http://flickr.com/photos/diegojock
O único perigo que você correu foi o da Darlene pisar no teu pé.
Existem muitos pesquisadores pesquisando sobre sentimento. Aqui no Brasil temos um grupo fera destes lá na Universidade Federal do Pará (UFPA) emcabeçado pelo prof. Dr. Emmanuel Zagury Tourinho. Mas isso foi só dado para constar mesmo. rs
Esse quadro do Edward é emblematico. Desde pequena tenho uma certa fascinação por ele: impossivel passar imune a tanto dessespero, a tanta angustia, ou seja lá o que for que esse quadro desperta em mim…
A ponte da opera dá um frio na barriga mesmo… sensação de insegurança, sei lá! Da última vez que fui lá, me janeiro do ano passado, também tirei uma foto… mas eu deitei na ponte! hahhah Disse pra minha irmã: eu quero tirar uma foto deitada aqui. Ela me olhou com aquela cara de “doida!!!”, e lógico imediatamente sacou a maquina e a foto já estava feita. rs [detalhe: era domingo e a opera estava cheia de visitantes... todo mundo ficou olhando com aquela cara de "o que ela está fazendo?" hahaahhaha]
beijos, e obrigada pela discussão lá no blog do Alessandro
Hahaha!!! Pior que foi, AP! Ainda mais se você levar em consideração a minha preocupação em manter uma bela garrafa de batida-de-côco-com-abacaxi-e-um-quê-de-iogurte em segurança. Se eu pisasse no pé dela, o grito seria elevado ao infinito! Ousas imaginar um pezinho sendo picado em cubinhos, esmagado pelo peso do meu corpo contra o gradil?
Terrível!
=)
Hmmm, mais uma curitibana!
Interessante que os blogs vizinhos acabam criando liames, rsssss
Mas, o q poderia ter gerado tanta angústia lá na ópera?
abraço,
Olá Flávia,
Quero dizer-lhe que foi com enorme surpresa – boa – que vi meu humilde blog linkado aqui no seu. Que bom que consideras interessantes as minhas palavras.
Também sou fotógrafo e adorei suas fotos no flickr. A pousada de Curitiba tem um estilo clássico, antigo, correto? O jardim interno deve ser lindo.
Ah… quanto ao seu medo, de caminhar na estrutura metálica, tem uma frase que gosto muito: “viver com medo é viver pela metade”. Então se tem que fazer algo, vai lá e faz, e se divirta!
Se você for adepta dos filmes de “guerra nas estrelas”, em um deles – acho que o 4º – quando a Asa-X de Luke Skywalker afunda no mangue próximo a casa do mestre jedi Yoda, Luke diz (com pensamento derrotista já) algo como “mestre, é impossível”. Yoda vira-se para ele e diz “Faça ou não faça! Não tente!”.
Espero ter ajudado.
Novamente muito obrigado pelo link e pelas visitas.
Abraços do colega de blog,
Historiador do cotidiano
http://historiadordocotidiano.blogspot.com/
Você notou que há uma ponte no quadro do Munch? Pois é. Adivinha qual era…
Você ainda teve sorte. Na inauguração desse negócio, ninguém avisou as socialaites que, de salto, se deram muito mal…
[...] sobre o livro na revista Tupigrafia, assinada por Toni Marco. Ela recentemente escreveu sobre algumas de suas experiências em Curitiba, ocasião em que nos conhecemos: ela, o namorado e um animado grupo que resolveu passar um [...]
o unico risco foi vc levar um belo pisão no pé da darlene